GLOSSÁRIO DA ERA SUSTENTÁVEL




BIOPIRATARIA – Apropriação ilegal de plantas, animais ou conhecimentos tradicionais de um povo com fins comerciais. Exploração, manipulação, exportação e/ou comercialização internacional de recursos biológicos que contrariam as normas da Convenção sobre Diversidade Biológica, de 1992.
BIODIVERSIDADE - Também chamada diversidade biológica(1) é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e conceito têm adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos informados no mundo todo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observado nas últimas décadas do Século XX.
Pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.
Refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.
A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitatividade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes.
A espécie humana depende da Biodiversidade para a sua sobrevivência.
Não há uma definição consensual de Biodiversidade. Uma definição é: "medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região". Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
ECOEFICIÊNCIA – Ocorre quando uma empresa usa como conceito para manter a qualidade da produção com redução do impacto ambiental.
FREEGANS – Adeptos de movimentos que repudiam o consumismo.  Freegano é derivado das palavras "free" e vegano. Freeganismo ou gratiganismo é um estilo de vida baseado no reconhecimento de que praticamente todas as trocas monetárias e de trabalho dentro de uma economia capitalista contribuem para incontáveis formas de exploração - abuso de trabalhadores, exploração animal, fome, destruição ecológica, encarceramento em massa, guerra, distribuição desigual de recursos, transformação das mulheres em mercadoria - quase todos os problemas de que os grupos de defesa de direitos sociais, ecológicos e animais tratam.
VEGANO - Pessoa que não consome produtos de origem animal ou testados em animais, em um esforço para evitar a exploração animal.
HOTSPOTS – Regiões do planeta com maior biodiversidade e que sofrem ameaça de extinção. Entre os muitos hotspots estão a Mata Atlântica (Brasil, Paraguai e Argentina), Cerrado (Brasil), Floresta de Pinho-Encino de Sierra Madre (México e Estados Unidos), Florestas da Guiné (África Ocidental), Província Florística do Cabo (África do Sul) e outros.
MARÉ NEGRA – Ocasionada por um vertido, por um derramamento de petróleo no mar, normalmente causada por naufrágio de petroleiro ou uma prática inadequada que venha a contaminar o meio ambiente, especialmente o mar com produto petrolífero.
SEQUESTRO DE CARBONO – É um processo de remoção, de absorção, de gás carbônico da atmosfera naturalmente. Tal processo ocorre principalmente em oceanos, florestas e outros locais onde os organismos por meio de fotossíntese, capturam o carbono e lançam oxigênio na atmosfera. É a captura e estocagem segura de gás carbônico (CO2), evitando-se assim sua emissão e permanência na atmosfera terrestre. O conceito de sequestro de carbono foi consagrado pela Conferência de Quioto, em 1997, e teve a finalidade de conter e reverter o acúmulo de CO2 na atmosfera, visando à diminuição do efeito estufa. Os maiores estoques de carbono não são encontrados na atmosfera, mas sim, no ecossistema marinho ou ecossistematerrestre (vegetação + solo).
SMOG – De smoke, conjunção, (=fumaça) e fog (=neblina). Da mesma maneira que a neblina, a névoa seca (também conhecida por bruma seca ou nevoeiro fotoquímico - ou ainda haze, em inglês) é formada quando há a condensação de vapor d`água, porém em associação com a poeira, fumaça e outros poluentes, o que dá um aspecto acinzentado ao ar. É muito comum esse fenômeno nas grandes cidades e metrópoles, nos dias frios de inverno, quando ocorrem associados à presença de uma inversão térmica. O smog pode alterar o nicho ecológico de algumas espécies.
ZONAS MORTAS – São áreas marítimas onde não há vida. O excesso de nutrientes, nitrogênio e fósforo, originados das práticas agrícolas contaminam os rios e lagos, chegando às zonas costeiras e, frequentemente, levam a proliferação de algas nocivas e a criação de áreas com baixo teor de oxigênio. O número e extensão das zonas-mortas nas regiões costeiras, ao redor do planeta, crescem rapidamente e, aparentemente, sem tendência de reversão. É o que concluíram pesquisadores do Virginia Institute of Marine Science e da University of Gothenburg, publicado na revista online Science (O artigo "Spreading Dead Zones and Consequences for Marine Ecosystems" apenas está disponível para leitores da revista Science). Já existem mais de 400 zonas-mortas marinhas, que de acordo com a pesquisa dobram a cada década, desde 1996, pois apresentam baixos níveis de oxigênio diluído na água (hipoxia) e grande redução de espécies marinhas. Em 2008 o número foi estimado em 405 zonas-mortas. Elas reduzem os estoques pesqueiros nas zonas costeiras e desequilibram a cadeia alimentar, reduzindo as chances de sobrevivência de diversas espécies, inclusive de alto mar. As zonas-mortas são uma das principais causas de estresse primário nos ecossistemas marinhos, ao lado da sobrepesca e da perda de habitats.
(1) Fonte: www.wikpedia.gov
 

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