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Li e gostei

Li no blog do Simão Pedro e repasso aos amigos... A escola perplexa Há muito tempo venho dizendo que não conheço lugar que, hoje em dia, seja mais chato do que a escola. Ninguém quer estar ali. Professores, alunos, gestores estão ali porque não podem escapulir, quando não conseguem cabular. Mas, pensando bem, os alunos podem fugir desse lugar que lhes parece sem sentido. Sempre que podem, escapolem. Professores e gestores permanecem. Não por vontade, mas pela obrigatoriedade de cumprirem jornadas para fazer jus a um salário, não raro miserável. E, no que me parece drástico, nada fazem apesar de verem alunos fugindo e eles mesmos, professores e gestores, só estando ali porque não há alternativa. A escola perdeu seu encantamento. Virou um lugar onde professores despejam conteúdos para cumprir metas e alimentar estatísticas. E, no que é pior, são as estatísticas que apontam cada vez mais a insuficiência da escola. Solução a vista parece não haver. Governantes, não raro, culpam os professo...

O acordo ortográfico é um (des) acordo

Articulado desde 1986 deveria ter iniciado em Janeiro de 1994 e não começou, pois só em 2008 Portugal votou e aprovou o projeto, porém ainda não sancionado pelo Presidente da República Portuguesa o acordo está se tornando um (des) acordo, pois não estamos obrigados, pelo menos até 31/12/2012, a cumprir as regras acordadas. Mas vejamos: O que muda basicamente são três itens, sendo o primeiro no alfabeto, o retorno das letras “k”, “w” e “y”, retiradas na reforma ortográfica de 1943. Passa agora, o nosso alfabeto a ter 26 letras. O segundo item diz respeito aos acentos, ou seja, “nenhuma” (força de expressão) palavra que não era acentuada passará a ter o sinal diacrítico (do grego διακρητικός, que distingue). Como toda regra tem exceção, a palavra “forma” atuando no contexto como sinônimo de “molde” passa a ter acento optativo. Com os acentos, só teremos perdas. Os grupos “ei” e “oi” perdem acento nas palavras paroxítonas. Exemplo: “idéia”, fica “ideia”. Mas as oxítonas continuam como ant...

Para pesquisadores

Na Mídia 03.10.07 Brasil ajuda a criar 1ª biblioteca digital mundial O Estado de S. Paulo - SP, Roberta Pennafort, 02/10/2007 Na Antiguidade, a Biblioteca de Alexandria, no Egito, com suas centenas de milhares de papiros, era a guardiã do maior acervo cultural e científico do mundo. Inaugurada em 295 a.C., foi destruída pelo fogo em 272 d.C. por ordem do imperador romano Aureliano. Na era digital, um projeto da Unesco, a World Digital Library (Biblioteca Digital Mundial), cujo protótipo entra no ar neste mês, tornará tesouros de vários países disponíveis gratuitamente na internet. O portal da WDL terá, na primeira fase, mapas, fotografias e manuscritos digitalizados, tudo com textos explicativos em árabe, chinês, espanhol, inglês, francês, português e russo. Numa segunda fase, será possível consultar livros. Os usuários poderão pesquisar temas como filosofia, história, religião e ciência. Grandes bibliotecas estão sendo convocadas a colaborar - e a Biblioteca Nacional foi uma das prime...

O NÃO DE ELOÁ - Por Arnaldo Jabor

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante. Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizada mente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo ...

Pescar na escola não vale mais!!!

Internacional Alunos com mais coragem e empatia copiam (pescam)menos Columbus, Estados Unidos, 16 Ago (Lusa) - Os estudantes universitários com melhores níveis de coragem, empatia e honestidade não terão copiado, nem o deverão fazer em exames, indica uma investigação da Universidade norte-americana de Ohio. Estes estudantes também têm a tendência para não acreditar que os seus colegas são habitualmente desonestos nos testes. "As pessoas que não copiam têm uma perspectiva mais positiva dos outros. Eles não notam muita diferença entre a sua atitude e a dos restantes", notou Sara Staats, co-autora do estudo e professora de psicologia. Os recentes estudos realizados em universidades garantem que copiar é uma prática muito comum. "Os estudantes que não copiam parecem ser uma minoria e têm muitas oportunidades para verem os seus pares copiarem e receberem recompensas com um pequeno risco de castigo. Vemos o não copiar como uma forma de heroísmo diário no contexto acadêmico...

MEU CADERNO É UM LAPTOP

Época nº 0482 (13/8/2007)Marcela Buscato e Luciana Vicária Algumas escolas brasileiras começam neste semestre a emprestar um computador portátil para cada aluno levar para casa. Como isso pode transformar a educação UM LAPTOP POR CRIANÇA Gabriel Luna, do colégio Porto Seguro, em São Paulo, se prepara para levar seu notebook azul para casa. É uma das primeiras experiências do tipo no Brasil O computador da família do estudante Gabriel Faleiros Luna, de 10 anos, fica no quarto do garoto . Mas ele diz que ainda não ganhou intimidade com a máquina . O aluno da 4a série do ensino fundamental do Colégio Visconde de Porto Seguro , uma escola particular de São Paulo, afirma que não gasta mais que 15 minutos por dia conectado. Só o suficiente para ler os e-mails trocados com o avô e o pai . Seus assuntos preferidos são carros e vídeos engraçados . E pesquisa para a escola na internet ? Sim, Gabriel diz que faz um pouco . Na mais recente , descobriu que o navegador português Fernão de Magalh...

FRAGMENTOS DE UMA RESENHA E OUTRAS ANOTAÇÕES

Do livro História das teorias da comunicação Nos últimos anos, Armand Mattelart vem realizando um audacioso projeto: escrever a história das mídias, das teorias que as envolvem e dos processos de comunicação sob os mais diferentes aspectos. Do ponto de vista do leitor brasileiro, primeiro foi a vez do livro Comunicação-Mundo (Petrópolis, Vozes. 1994). Agora, a Loyola lança este História das teorias da comunicação. Se Comunicação-Mundo organizava-se em três grandes blocos, a guerra, o progresso tecnológico e a cultura, este novo trabalho é mais fragmentário, mas ao mesmo tempo, mais definido. Ele se desdobra em sete grandes capítulos que vai abrangendo as diferentes fontes teóricas, espalhadas pelas diferentes disciplinas que, ao longo dos dois últimos séculos, e às vezes até bem antes, terminaram por influenciar a maneira de conceber, discutir e pensar os processos de informação (conseqüentemente, de comunicação) existentes hoje em dia no mundo. Por isso mesmo, a mesma característica d...